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Vaga Viva e Bicicletada marcam o Dia Mundial Sem Carro no Recife

Seguindo a programação em celebração ao Dia Mundial Sem Carro Recife (22 de Setembro), movimentos de ativistas em prol da mobilidade urbana e do compartilhamento harmônico das vias públicas, programaram um dia cheio de atividades neste sábado. A partir das 8h, na Rua do Futuro, próximo ao Parque da Jaqueira acontecerá uma VAGA VIVA. O evento é aberto a quem quiser participar e  será marcado pelo uso das vagas normalmente destinadas aos carros, de maneira não corriqueira, lúdica e festiva, fazendo a população refletir sobre o espaço público e sua utilização desenfreada pelos carros.

Às 16h, na Praça do Parnamirim, começa a concentração para a saída da BICICLETADA EXTRA DMSC (Dia Mundial Sem Carro) RECIFE. O grupo, que se reúne sempre nas últimas sextas do mês, na Praça do Derby, decidiu fazer uma edição extra do passeio/protesto para ressaltar a necessidade de reduzir o número de carros na rua da nossa cidade. As atividades do mês de setembro, que já ficaram marcadas pelo I Desafio Intermodal do Recife, se encerram no fim de semana do dia 28. Na sexta-feira (28), será realizada a saída mensal da Bicicletada, que sempre ocorre da Praça do Derby e segue em percurso combinado minutos antes da saída (19h30).

No dia 29 (sábado), o Observatório do Recife promove a caminhada Olhe pelo Recife, guiada por Francisco Cunha, prevista para às 8h e também com saída da Praça do Derby. E, no domingo, a Zona Sul recebe a I Cicloficina Recife, que tem como objetivo iniciar os ciclistas em tarefas simples de manutenção e conserto de bicicletas. A atividade será no Parque Dona Lindu, a partir das 9h. E o Parque da Jaqueira recebe mais uma vez o Bike Anjo, no mesmo horário, que é uma atividade para quem ainda não teve coragem de começar a pedalar, em que os não iniciados na bicicleta recebem uma ajuda de voluntários para tomarem coragem.

I Desafio Intermodal vai mostrar diferentes maneiras de se enfrentar o trânsito do Recife

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Pela primeira vez no Recife, na próxima quinta-feira (13), será realizado o Desafio Intermodal. No evento, diversas pessoas saem de um mesmo ponto em modos de transporte diferentes, para que seja calculado a eficiência dos diversos modais ao longo de um percurso na cidade. A ideia, além de observar o tempo gasto em cada um dos deslocamentos, é contextualiza-los em relação a critérios como emissão de poluentes, tempo social gasto, pegada ecológica e o custo para os cidadãos.

Um dos ciclistas que participa da organização do evento, Lucio Flausino, diz que o I Desafio Intermodal do Recife terá 12 modais e foi inspirado em evento semelhante que acontece no Rio de Janeiro, que está indo para a sétima edição em 2012. A ideia dos organizadores não é fazer uma corrida e sim demonstrar as vantagens e desvantagens das diferentes maneiras de enfrentar o trânsito da nossa cidade.

Em 2011, no evento carioca, houve uma surpresa e o primeiro a chegar foi um participante que estava na categoria carona programada, só não superando as bicicletas quando foram levados em consideração aspectos como emissão de poluentes, consumo de energia e as despesas. Isso mostra como os organizados do desafio estão decididos a mostrar a eficiência da bicicleta como meio de transporte urbano, mas têm um compromisso de respeitar e incentivar também outras formas que as pessoas encontram para se locomover.

Os deslocamentos não serão apenas em meios de transporte comuns, como carro, ônibus, bicicleta e metrô. A ideia dos organizadores foi também convidar pessoas que queiram fazer a integração entre diferentes modais, com isso vai ter ciclista atravessando de barco para chegar ao molhe de pedras de Brennand, usuário de transporte coletivo fazendo conexão entre os transportes metroviário e rodoviário, além de uma pessoa que irá numa bicicleta dobrável, pedalando até a estação de metrô mais próxima para seguir o percurso.

A concentração para o I Desafio Intermodal do Recife está marcada para o Edifício Garagem do Shopping Boa Vista, a partir das 17h, e a saída será às 18h. O destino de todos os participantes será o Shopping Recife, mas cada um irá de uma maneira diferente. A chegada será nas proximidades da lanchonete McDonalds no estacionamento do centro comercial. O evento tem o apoio do Observatório do Recife.

Veja a lista completa dos 12 modais confirmados no I Desafio Intermodal do Recife: Moto, Carro, Longboard, Patins, Ônibus, A pé (correndo), A pé (caminhada), Bicicleta de Roda Fixa, Mountain Bike, A pé e Metrô, Ônibus e Metrô, Bicicleta e Barco, além de Bicicleta (dobrável) e Metrô.


SERVIÇO – I Desafio Intermodal do Recife, a partir das 17h, no Edifício Garagem do Shopping Boa Vista. Mais informações: http://www.facebook.com/events/353428741405662/353429254738944/?notif_t=plan_mall_activity

Carta à CTTU com sugestões para a ciclofaixa de Casa Amarela

* A carta foi entregue na CTTU e endereçada aos diretores de Transportes, Carlos Augusto; Projetos, Manoel Damasceno e de Trânsito, Agostinho Maia. Trabalhei com os três na primeira gestão de João Paulo, em projetos como o do binário da Conselheiro Aguiar e Domingos Ferreira. Por sugestão do assessor de imprensa da empresa, deixei também uma cópia para a presidenta da Companhia. As fotos são da Bicicletada da última sexta-feira e são do fotógrafo, professor e filósofo Leonardo Cisneiros.

A Prefeitura do Recife implantou depois de 12 anos de gestão uma ciclofaixa na Zona Norte. Como vocês sabem, fui jornalista da empresa no começo da minha carreira e tive o prazer de atuar em campanhas importantes como a da inversão do trânsito de Boa Viagem, quando conseguimos apesar da oposição inicial de muitos comerciantes implantar uma mudança que gerou uma melhoria real de trânsito para a maior parte dos moradores da Zona Sul.

Alguns de vocês podem ter esquecido, mas desde aquela época sou ciclista e até me lembro que o ex-presidente da CTTU chegou a falar no fato de eu ir para a empresa de bicicleta em uma das coletivas para anunciar as atividades do Dia Mundial Sem Carro, que por sinal é comemorado neste mês de setembro. Por esse meu interesse e por ser morador de Casa Forte/Parnamirim e de Casa Amarela desde a minha infância, sempre acompanhei de perto o trabalho da profissional que fazia o planejamento cicloviário e desde aquela época tenho a opinião de que é muito possível fazer uma importante ciclovia que sirva para uma grande parte da população desta região do Recife.

Apesar do planejamento para esse tipo de intervenção vir sendo elaborado desde os tempos em que eu ainda trabalhava na empresa, acredito que todos admitem que houve falhas graves e por isso o trajeto inicial da ciclofaixa das Estradas do Encanamento e Arraial não durou nem um mês e já foi mutilado.

Primeiro é preciso reconhecer os erros. Os ciclistas estão andando na contramão? A ciclofaixa claramente tem um planejamento bidirecional, prova disso é que quem sai da Estrada do Encanamento no sentido subúrbio-cidade passa por aquele pequeno trecho no sentido inverso aos carros na Avenida 17 de Agosto.

E quem anda no sentido contrário da Rosa e Silva após o fim da ciclofaixa é uma minoria de irresponsáveis que faz o mesmo na Rui Barbosa (ou na Agamenon) e deveríamos há muito tempo ter previsto uma forma de punir esses ciclistas. Mas em qualquer sentido aquele trecho era realmente perigoso, principalmente porque na altura do Hospital Agamenon Magalhães passa por um cruzamento em que os motoristas costumam entrar muitas vezes acima dos 40 ou até 60km/h.

Além disso, não foi feita nenhuma sinalização para avisar aos motoristas do fim da terceira faixa após a Tamarineira. Eu mesmo, no meu carro, já me peguei dirigindo sobre a ciclofaixa porque é muito menos efetiva a sinalização horizontal e o Governo Municipal falhou ao não indicar o fim da faixa da esquerda dos carros no fim da Rosa e Silva/início da Estrada do Arraial.

Os problemas de sinalização, como deve ser de conhecimento de todos na CTTU, são encontrados ao longo de todo o percurso do binário. Lembro, mais uma vez, que a Prefeitura diz publicamente que a ciclofaixa é unidirecional, mas não existe nenhuma sinalização vertical ou mesmo horizontal que mostre isso para o ciclista que não leu o jornal no dia da implantação do binário. E, vamos ser sinceros, não existe porque se qualquer usuário sabe que aquela alternativa de tráfego para bicicletas só serve sendo bidirecional, os técnicos da CTTU também têm essa noção.

Recentemente, estive numa situação em que quase atropelo um pedestre enquanto voltava de uma pedalada. Eu consegui evitar a colisão com esse senhor de idade na Estrada do Encanamento porque estava há uns 20km/h. Mas qual o limite de velocidade para bicicletas naquela ciclofaixa? Mesmo lendo quase tudo que saiu sobre essa polêmica nos jornais e blogs, nunca soube dessa informação e não tem placa nenhuma indicando aqui por onde moro (Estrada do Encanamento).

Então, é urgente a necessidade de que o Governo Municipal indique que a ciclofaixa é  bidirecional e estabeleça o limite máximo de velocidade para os ciclistas. Até porque o equipamento já é um sucesso, como vem sendo atestado por exemplo pelo Shopping Plaza Casa Forte, onde aumentou a frequência de bicicletas no bicicletário.

Para isso, a Prefeitura do Recife precisa implantar a sinalização vertical e horizontal, aliando também a uma melhoria na sinalização vertical para os motoristas e pedestres, já que ainda causa risco a falta desse tipo de sinalização.

Mas é importante ressaltar, especialmente com a possibilidade de diminuição de um trecho na Estrada do Arraial, que o percurso da ciclofaixa é praticamente uma ligação entre nada e nada. Por isso, faço questão de deixar minha sugestão, que vem dos primeiros projetos que vi para a Zona Norte quando era assessor de imprensa da CTTU, na época da implantação do binário Domingos Ferreira-Conselheiro Aguiar.

O Governo Municipal pode criar uma alternativa segura criando uma ciclovia bidirecional na Rua do Futuro, transformando uma das faixas que hoje são de estacionamento em trajeto para bicicletas e estabelecendo estacionamento Zona Azul no lado inverso (para aumentar a rotatividade dos veículos). Para não aumentar o congestionamento da Avenida 17 de Agosto, a alternativa ideal é criar uma travessia para bicicletas e implantar um semáforo que serviria também para pedestres na praça em frente ao Bar e Restaurante Fiteiro. Assim, o acesso à Rua do Futuro poderia ser feito através de vias de pouco movimento.

Lembro de discutir essa possibilidade desde aquela época em que trabalhei na Prefeitura do Recife. É evidente que a Rua do Futuro recebendo uma ciclovia estaria sendo privilegiado o Parque da Jaqueira, que inegavelmente é o local de lazer que mais atrai ciclistas na cidade. Mas, principalmente, a via se tornaria um acesso muito mais seguro para o Centro para os trabalhadores, já que de lá é fácil atravessar a Agamenon Magalhães por uma das alternativas no Espinheiro. E principalmente seria uma atração para que estudantes das escolas das Graças/Espinheiro começassem a utilizar as bicicletas no trajeto para suas escolas (Damas, São Luiz, Capibaribe, Agnes, Faculdade Maurício de Nassau, só para dar um pequeno exemplo).

Como foi na inversão de Boa Viagem, alternativas eficientes existem agora, mas é preciso enfrentar a reação de setores da sociedade. O Governo Municipal erra ao tirar o trecho da ciclofaixa da Estrada do Arraial, mas ainda tem chance de transformar um projeto mal feito em uma alternativa mais segura e viável para milhares de ciclistas da Zona Norte do Recife. Sem o trecho da Estrada do Arraial, e sem a sinalização correta, a ciclofaixa se torna um perigo ainda maior para os ciclistas. E ainda é preciso deixar claro que os erros de comunicação por parte da CTTU criaram uma rivalidade imensa entre moradores, motoristas e ciclistas. Como sou as três coisas, posso falar que nenhum deles está satisfeito atualmente, mas acredito que é possível mudar.

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