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	<title>Direitos Urbanos &#124; Recife</title>
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	<description>Porque a cidade é feita pelas pessoas</description>
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		<title>Direitos Urbanos &#124; Recife</title>
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		<title>Pedido de Informação – SEMAM – Documentos Shopping RioMar</title>
		<link>http://direitosurbanos.wordpress.com/2013/05/13/pedido-de-informacao-semam-documentos-shopping-riomar/</link>
		<comments>http://direitosurbanos.wordpress.com/2013/05/13/pedido-de-informacao-semam-documentos-shopping-riomar/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 14 May 2013 02:55:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Cisneiros</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pedido de Informação]]></category>
		<category><![CDATA[lei de acesso à informação]]></category>
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		<category><![CDATA[RioMar]]></category>
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		<description><![CDATA[Prefeitura da Cidade do Recife – Secretaria de Meio Ambiente – protocolo nº 201300054299995 Teor do pedido: 1. Parecer GLA-DIRMAM nº 20-a/2008, referente ao projeto inicial do processo nº 07.16414.2.08, Shopping RioMar. Preferencialmente digitalizado. 2. Avaliação de impacto ambiental do referido projeto, segundo a lei 17171. De preferencia, em versão digital. Situação: Solicitado em 25/04/2013 Filed &#8230; <a href="http://direitosurbanos.wordpress.com/2013/05/13/pedido-de-informacao-semam-documentos-shopping-riomar/">Continue a leitura <span class="meta-nav">&#187;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=direitosurbanos.wordpress.com&#038;blog=34225317&#038;post=2267&#038;subd=direitosurbanos&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<h3>Prefeitura da Cidade do Recife – Secretaria de Meio Ambiente – protocolo nº 201300054299995</h3>
<p><em>Teor do pedido:</em></p>
<p>1. Parecer GLA-DIRMAM nº 20-a/2008, referente ao projeto inicial do processo nº 07.16414.2.08, Shopping RioMar. Preferencialmente digitalizado.<br />
2. Avaliação de impacto ambiental do referido projeto, segundo a lei 17171. De preferencia, em versão digital.</p>
<p><em>Situação:</em></p>
<ol>
<li><span style="line-height:15.989583969116px;">Solicitado em 25/04/2013</span></li>
</ol>
<br />Filed under: <a href='http://direitosurbanos.wordpress.com/category/pedido-de-informacao/'>Pedido de Informação</a> Tagged: <a href='http://direitosurbanos.wordpress.com/tag/lei-de-acesso-a-informacao/'>lei de acesso à informação</a>, <a href='http://direitosurbanos.wordpress.com/tag/pedido-de-acesso-a-informacao/'>pedido de acesso à informação</a>, <a href='http://direitosurbanos.wordpress.com/tag/riomar/'>RioMar</a>, <a href='http://direitosurbanos.wordpress.com/tag/semam/'>SEMAM</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/direitosurbanos.wordpress.com/2267/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/direitosurbanos.wordpress.com/2267/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=direitosurbanos.wordpress.com&#038;blog=34225317&#038;post=2267&#038;subd=direitosurbanos&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Pedido de Informação &#8211; SEMOC &#8211; Memorial de Impacto Templo da Mário Melo</title>
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		<pubDate>Tue, 14 May 2013 02:49:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Cisneiros</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pedido de Informação]]></category>
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		<description><![CDATA[Prefeitura da Cidade do Recife &#8211; Secretaria de Mobilidade e Controle Urbano &#8211; protocolo nº 201300053330287 Teor do pedido: &#8220;Memorial de impacto (em formato digital) do projeto do templo Igreja Evangélica Assembleia de Deus situado, na Av. Mário Melo, . O documento não consta nos documentos publicados em http://www2.recife.pe.gov.br/projetos-de-grande-impacto/&#8220; Situação: Pedido feito em 25/04/2013 Filed under: Pedido &#8230; <a href="http://direitosurbanos.wordpress.com/2013/05/13/pedido-de-informacao-semoc-memorial-de-impacto-templo-da-mario-melo/">Continue a leitura <span class="meta-nav">&#187;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=direitosurbanos.wordpress.com&#038;blog=34225317&#038;post=2264&#038;subd=direitosurbanos&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<h3>Prefeitura da Cidade do Recife &#8211; Secretaria de Mobilidade e Controle Urbano &#8211; protocolo nº 201300053330287</h3>
<p><em>Teor do pedido</em>: &#8220;Memorial de impacto (em formato digital) do projeto do templo Igreja Evangélica Assembleia de Deus situado, na Av. Mário Melo, . O documento não consta nos documentos publicados em <a href="http://www2.recife.pe.gov.br/projetos-de-grande-impacto/" target="_blank">http://www2.recife.pe.gov.br/projetos-de-grande-impacto/</a>&#8220;<span id="more-2264"></span></p>
<p><em>Situação:</em></p>
<ol>
<li><span style="line-height:15.989583969116px;">Pedido feito em 25/04/2013</span></li>
</ol>
<br />Filed under: <a href='http://direitosurbanos.wordpress.com/category/pedido-de-informacao/'>Pedido de Informação</a> Tagged: <a href='http://direitosurbanos.wordpress.com/tag/lei-de-acesso-a-informacao/'>lei de acesso à informação</a>, <a href='http://direitosurbanos.wordpress.com/tag/pedido-de-acesso-a-informacao/'>pedido de acesso à informação</a>, <a href='http://direitosurbanos.wordpress.com/tag/semoc/'>SEMOC</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/direitosurbanos.wordpress.com/2264/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/direitosurbanos.wordpress.com/2264/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=direitosurbanos.wordpress.com&#038;blog=34225317&#038;post=2264&#038;subd=direitosurbanos&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Pedido de Informação &#8211; SEMOC &#8211; Memorial de Impacto Arena do Sport</title>
		<link>http://direitosurbanos.wordpress.com/2013/05/13/pedido-de-informacao-semoc-memorial-de-impacto-arena-do-sport/</link>
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		<pubDate>Tue, 14 May 2013 02:46:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Cisneiros</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pedido de Informação]]></category>
		<category><![CDATA[Arena do Sport]]></category>
		<category><![CDATA[lei de acesso à informação]]></category>
		<category><![CDATA[pedido de acesso à informação]]></category>
		<category><![CDATA[SEMOC]]></category>

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		<description><![CDATA[Prefeitura da Cidade do Recife &#8211; Secretaria de Mobilidade e Controle Urbano &#8211; Protocolo nº 201300052330283 Teor do Pedido: &#8220;Memorial de impacto (em formato digital) do projeto conhecido como Arena Sport Club do Recife. O documento não consta nos documentos publicados em http://www2.recife.pe.gov.br/projetos-de-grande-impacto/&#8220; Situação Pedido feito em 25/04/2013 &#160; &#160; Filed under: Pedido de Informação Tagged: Arena &#8230; <a href="http://direitosurbanos.wordpress.com/2013/05/13/pedido-de-informacao-semoc-memorial-de-impacto-arena-do-sport/">Continue a leitura <span class="meta-nav">&#187;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=direitosurbanos.wordpress.com&#038;blog=34225317&#038;post=2261&#038;subd=direitosurbanos&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<h3>Prefeitura da Cidade do Recife &#8211; Secretaria de Mobilidade e Controle Urbano &#8211; Protocolo nº 201300052330283</h3>
<p><em>Teor do Pedido</em>: &#8220;Memorial de impacto (em formato digital) do projeto conhecido como Arena Sport Club do Recife. O documento não consta nos documentos publicados em <a href="http://www2.recife.pe.gov.br/projetos-de-grande-impacto/" target="_blank">http://www2.recife.pe.gov.br/projetos-de-grande-impacto/</a>&#8220;<span id="more-2261"></span></p>
<p><em>Situação</em></p>
<ol>
<li><span style="line-height:15.989583969116px;">Pedido feito em 25/04/2013</span></li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<br />Filed under: <a href='http://direitosurbanos.wordpress.com/category/pedido-de-informacao/'>Pedido de Informação</a> Tagged: <a href='http://direitosurbanos.wordpress.com/tag/arena-do-sport/'>Arena do Sport</a>, <a href='http://direitosurbanos.wordpress.com/tag/lei-de-acesso-a-informacao/'>lei de acesso à informação</a>, <a href='http://direitosurbanos.wordpress.com/tag/pedido-de-acesso-a-informacao/'>pedido de acesso à informação</a>, <a href='http://direitosurbanos.wordpress.com/tag/semoc/'>SEMOC</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/direitosurbanos.wordpress.com/2261/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/direitosurbanos.wordpress.com/2261/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=direitosurbanos.wordpress.com&#038;blog=34225317&#038;post=2261&#038;subd=direitosurbanos&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>À margem da ciclofaixa</title>
		<link>http://direitosurbanos.wordpress.com/2013/05/10/a-margem-da-ciclofaixa/</link>
		<comments>http://direitosurbanos.wordpress.com/2013/05/10/a-margem-da-ciclofaixa/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 10 May 2013 13:57:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Cisneiros</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[bicicleta]]></category>
		<category><![CDATA[ciclofaixa de lazer]]></category>
		<category><![CDATA[mobilidade urbana]]></category>
		<category><![CDATA[transporte não motorizado]]></category>

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		<description><![CDATA[Érico Andrade - Paradoxalmente, andar de bicicletas aos domingos está mais perigoso. As razões para oprimir ganham uma feição institucional, pois a decisão da prefeitura de delimitar o espaço e tempo da ciclofaixa soa, por falta de uma campanha educativa séria, como um limite para o uso de bicicletas. A ciclofaixa móvel sem um acompanhamento educativo reforça o monopólio dos carros. <a href="http://direitosurbanos.wordpress.com/2013/05/10/a-margem-da-ciclofaixa/">Continue a leitura <span class="meta-nav">&#187;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=direitosurbanos.wordpress.com&#038;blog=34225317&#038;post=2254&#038;subd=direitosurbanos&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Dr. Érico Andrade</strong><br />
<span style="font-size:16px;line-height:1.5;">(coordenador do mestrado em Filosofia UFPE / Coordenador da Ameciclo)<br />
</span><a style="font-size:16px;line-height:1.5;" href="mailto:ericoandrade@hotmail.com" target="_blank">ericoandrade@hotmail.com</a></p>
<p>Bicicletas recuperadas. Pedais sincronizados com o lazer, saudável lazer. O domingo mais colorido com adereços mais ou menos sofisticados para as bicicletas. Pessoas promovendo o inacreditável</p>
<div id="attachment_2256" class="wp-caption alignright" style="width: 419px"><a href="http://direitosurbanos.files.wordpress.com/2013/05/img_0789.jpg"><img class=" wp-image-2256 " alt="Érico Andrade no evento de inaguração da AmeCiclo" src="http://direitosurbanos.files.wordpress.com/2013/05/img_0789.jpg?w=409&#038;h=614" width="409" height="614" /></a><p class="wp-caption-text">Érico Andrade no evento de inaguração da AmeCiclo</p></div>
<p>engarrafamento de bicicletas. Risos fartos. Olhares concentrados, sobretudo dos que descobrem pouco a pouco o prazer de transitar de bicicleta pelas ruas do Recife. Tudo que espelha a alegria concentrado nas ciclofaixas móveis. Com efeito, na medida em que a tarde esfria e que os cones de segurança começam a ser retirados o perigo volta assolar os ciclistas, mas na forma de um terror mais intenso.</p>
<p>A repressão do tempo desacelerado, minimamente desacelerado, para delimitar o espaço da ciclofaixa móvel, logo se transforma em rugir de motores. A velocidade dos carros reivindica o tempo perdido. Finos. Cada centímetro da rua volta a ser disputado. A assimetria da disputa, dada pelos diferentes pesos da bicicleta e dos carros, empurra o ciclista para a sarjeta. Todos os sinais dos carros ressoam uma única pergunta: o que vocês, ciclistas, estão fazendo na rua?</p>
<p>No cotidiano do ciclista essa pergunta, com intensidade variada, faz parte do cardápio de insultos. Bradam os mais apressados: saiam da frente porque aqui não é lugar de bicicleta! Outros, sem titubear, anunciam aos domingos: acabou a ciclofaixa! Quando os cones não foram ainda retirados e o ciclista faz outro percurso, escuta: vai para a ciclofaixa! Todas as frases acompanhadas de buzinadas, intermináveis buzinadas que não cessam quando o carro monopoliza a rua e exclui o ciclista da via. Elas continuam para marcar a posição dos vencedores, dos carros. <em>Paradoxalmente, andar de bicicletas aos domingos está mais perigoso. As razões para oprimir ganham uma feição institucional, pois a decisão da prefeitura de delimitar o espaço e tempo da ciclofaixa soa, por falta de uma campanha educativa séria, como um limite para o uso de bicicletas. Os carros entenderam o recado. Na ausência do congestionamento dos dias úteis eles aceleram no domingo num ritmo que une a imprudência ao empoderamento da tonelada de aço do carro</em>.</p>
<p><strong>A ciclofaixa móvel sem um acompanhamento educativo reforça o monopólio dos carros. Ela não altera a política que continua reservando para estacionamento gratuito dos carros áreas que bem poderiam tornar-se ciclofaixas. Ela é igualmente inócua no que consiste em fiscalizar e monitorar a velocidade dos carros que se mantém rápida perto da ciclofaixa móvel</strong>. Pior é saber que o maior obstáculo à implementação de ciclofaixas é a dificuldade de desacelerar o trânsito, de aumentar o tempo de deslocamento dos carros e promover a segurança de ciclistas e pedestres. <em>Enquanto as políticas públicas, mesmo disfarçadas de boas intenções, mantiverem o protagonismo dos carros nunca teremos um sistema cicloviário extenso e seguro, nem faixas de pedestres em cada esquina porque isso implica necessariamente o aumento do tempo de deslocamento dos carros. É preciso saber o que o governo quer priorizar: o lazer esporádico ou a mobilidade de transporte saudável e sustentável</em>.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<p>Leia também: <a title="Propostas para Bicicleta ou Para Além da Ciclovia" href="http://direitosurbanos.wordpress.com/2012/07/19/propostas-para-bicicleta-ou-para-alem-da-ciclovia/" target="_blank">Propostas para Bicicleta ou Para Além da Ciclovia</a></p>
<br />Filed under: <a href='http://direitosurbanos.wordpress.com/category/artigos/'>Artigos</a> Tagged: <a href='http://direitosurbanos.wordpress.com/tag/bicicleta/'>bicicleta</a>, <a href='http://direitosurbanos.wordpress.com/tag/ciclofaixa-de-lazer/'>ciclofaixa de lazer</a>, <a href='http://direitosurbanos.wordpress.com/tag/mobilidade-urbana/'>mobilidade urbana</a>, <a href='http://direitosurbanos.wordpress.com/tag/transporte-nao-motorizado/'>transporte não motorizado</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/direitosurbanos.wordpress.com/2254/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/direitosurbanos.wordpress.com/2254/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=direitosurbanos.wordpress.com&#038;blog=34225317&#038;post=2254&#038;subd=direitosurbanos&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Érico Andrade no evento de inaguração da AmeCiclo</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>[clipping] Lei Municipal de Acesso à Informação e Sigilo dos Estudos de Impacto dos viadutos</title>
		<link>http://direitosurbanos.wordpress.com/2013/05/10/clipping-lei-municipal-de-acesso-a-informacao-e-sigilo-dos-estudos-de-impacto-dos-viadutos/</link>
		<comments>http://direitosurbanos.wordpress.com/2013/05/10/clipping-lei-municipal-de-acesso-a-informacao-e-sigilo-dos-estudos-de-impacto-dos-viadutos/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 10 May 2013 12:48:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Cisneiros</dc:creator>
				<category><![CDATA[Clipping]]></category>
		<category><![CDATA[Governo do Estado de Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[lei de acesso à informação]]></category>
		<category><![CDATA[Prefeitura do Recife]]></category>
		<category><![CDATA[transparência]]></category>

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		<description><![CDATA[Jornal do Commercio &#8211; Política &#8211; 10 de maio de 2013 Geraldo Julio diz que a legislação se baseou em lei federal. Só após receber os pedidos de informação, PCR irá classificá-los [na página do JC] Bruna Serra bserra@jc.com.br Os critérios que vão nortear a aplicação do Projeto de Lei 009/2013, que disciplina o acesso &#8230; <a href="http://direitosurbanos.wordpress.com/2013/05/10/clipping-lei-municipal-de-acesso-a-informacao-e-sigilo-dos-estudos-de-impacto-dos-viadutos/">Continue a leitura <span class="meta-nav">&#187;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=direitosurbanos.wordpress.com&#038;blog=34225317&#038;post=2247&#038;subd=direitosurbanos&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<h3><em>Jornal do Commercio &#8211; Política &#8211; 10 de maio de 2013</em></h3>
<h2>Geraldo Julio diz que a legislação se baseou em lei federal. Só após receber os pedidos de informação, PCR irá classificá-los</h2>
<p>[<a href="http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/politica/pernambuco/noticia/2013/05/10/lei-do-sigilo-ainda-sem-criterios-82566.php">na página do JC</a>]</p>
<p>Bruna Serra<br />
bserra@jc.com.br</p>
<p>Os critérios que vão nortear a aplicação do Projeto de Lei 009/2013, que disciplina o acesso às informações públicas, ainda são incertos até para o prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB). Questionado, ontem, sobre como seriam hierarquizadas as informações em escalas que vão de &#8220;ultrassecreta&#8221;, &#8220;secreta&#8221; ou &#8220;restrita&#8221;, o gestor optou por uma resposta genérica.<span id="more-2247"></span></p>
<p>&#8220;Não é possível listar. Porque, na realidade, o que é que a lei federal estabelece? Que cada pedido deve ser analisado. E nós copiamos a lei federal. Cada pedido deve ser analisado. Se ele apontar algum tipo de risco ao interesse público e à sociedade em geral, a administração pública tem a responsabilidade de não disponibilizar a informação&#8221;, afirmou o prefeito.</p>
<p>Negando que o projeto seja restritivo &#8211; ainda que conste na ementa da matéria as palavras &#8220;disciplina&#8221; e &#8220;restrição&#8221; -, o prefeito assegurou que o acesso à informação será ampliado. &#8220;O projeto não tem restrição. Ele abre o acesso a um conjunto de informações que até então o cidadão não tinha. É isso&#8221;, justificou Geraldo.</p>
<p>Ele ressaltou, entretanto, que algumas informações podem não ser disponibilizadas. &#8220;Nós ampliamos o acesso à informação com esse projeto, seguindo o modelo que tem no governo federal e no governo do Estado. Parte das informações que são relativas à questão de segurança da sociedade, do interesse público, elas não podem ser disponibilizadas&#8221;, repetiu.</p>
<p>Instado a exemplificar que tipo de informação poderia ser considerada secreta, o gestor municipal citou empreendimentos que envolvam interesses privados e não públicos, como diz a lei. &#8220;Posso citar, como exemplo, que tenho aqui dentro da prefeitura um conjunto de plantas de empreendimentos privados que estão instalados em nosso município e, por questões de segurança, não posso disponibilizar para qualquer pessoa que possa pedir. Isso é uma questão de segurança do interesse público. Esse é o exemplo que eu posso dar&#8221;, limitou-se.</p>
<p>Geraldo Julio assegurou, ainda, que seu projeto vai possibilitar uma melhor atuação dos vereadores. &#8220;Vai ajudar muito a atividade deles, porque muitos que, historicamente, não tiveram acesso agora passam a ter no Recife, que não existia a lei o nosso governo fez. Ela é trazer para o município o que foi feito na esfera federal&#8221;, concluiu.</p>
<h2>PARA VEREADOR, LEI É &#8220;INCONSTITUCIONAL&#8221;</h2>
<p>Os vereadores oposicionistas do Recife ainda alimentam críticas ao projeto de Lei, aprovado em primeira discussão, que regulamenta o acesso à informação no município. O tucano André Régis defende que alguns itens do projeto podem representar &#8220;inconstitucionalidade, pois confrontam a Constituição Federal&#8221;.</p>
<p>A matéria foi aprovada na terça-feira e depende de segunda votação para ser sancionada. Segundo Régis, o projeto inibe o direito do cidadão ao cobrar um pagamento prévio pelo material solicitado. &#8220;A Constituição diz que a administração pública é pautada pelo princípio da publicidade&#8221;, disse.</p>
<p>Assim como o oposicionista Raul Jungmann (MD), Régis também criticou o prazo de 25 anos de sigilo para informações tidas como ultrassecretas, o mesmo adotado pela Lei federal. &#8220;A diferença básica entre as duas é nos termos de competência. A classificação ultrassecreta só compete ao chefe de Estado, que no Brasil é a presidente. Muito diferente no município. O que pode ser ultrassecreto no âmbito da prefeitura?&#8221;. &#8220;Esta lei também não está em conformidade com a Lei Orgânica municipal&#8221;, disse. Os secretários municipais não podem deixar de acatar nenhum pedido de informação dos vereadores.</p>
<p>Em mais um capítulo sobre a polêmica do projeto de rodízio, a líder da oposição, Aline Mariano (PSDB), em nota, exigiu que a matéria só volte para à pauta junto com o plano de mobilidade e os estudos técnicos. O projeto foi retirado de votação por uma manobra regimental.</p>
<h2>Daniel Coelho protocola pedido ao governo</h2>
<p><em>Deputado pedirá informações ao governo do Estado sobre o Estudo de Impacto de Vizinhança para a construção de quatro viadutos na Avenida Agamenon Magalhães</em></p>
<p>Ayrton Maciel</p>
<p>O líder da oposição na Assembleia Legislativa de Pernambuco, Daniel Coelho (PSDB), protocola, na próxima segunda-feira (13), por meio da presidência do Legislativo, pedido de informações ao governo do Estado sobre o Estudo de Impacto de Vizinhança para a construção de quatro viadutos na Avenida Agamenon Magalhães. O pedido tem respaldo na Constituição do Estado, que estabelece a obrigatoriedade do Executivo prestar informações solicitadas pelo Legislativo.</p>
<p>A iniciativa é uma reação da oposição à recusa do governo em permitir o acesso do professor da UFRPE Leonardo Cisneiros ao Estudo de Impacto contratado pelo Executivo, alegando ser documento classificado como “secreto”.</p>
<p>Daniel argui “o princípio moral da transparência na administração pública” para fazer o pedido, que tem o mesmo teor do feito por Cisneiros. “O estudo foi contratado com dinheiro público. O povo pagou. O que é que tem de secreto que o povo não pode saber? Espero que a postura do governo seja de respeito a este Poder”, disse. Na resposta ao professor, a Secretaria das Cidades diz que a intenção foi evitar que o Estudo “venha a se tornar massa de manobra do grande público, principalmente por oportunistas”.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<p>Leia sobre <a title="Governo de Pernambuco torna secretos estudos sobre os viadutos da Agamenon" href="http://direitosurbanos.wordpress.com/2013/05/08/governo-de-pernambuco-torna-secretos-estudos-sobre-os-viadutos-da-agamenon/">o caso do sigilo dos estudos de impacto sobre os viadutos da Agamenon</a>.</p>
<br />Filed under: <a href='http://direitosurbanos.wordpress.com/category/clipping/'>Clipping</a> Tagged: <a href='http://direitosurbanos.wordpress.com/tag/governo-do-estado-de-pernambuco/'>Governo do Estado de Pernambuco</a>, <a href='http://direitosurbanos.wordpress.com/tag/lei-de-acesso-a-informacao/'>lei de acesso à informação</a>, <a href='http://direitosurbanos.wordpress.com/tag/prefeitura-do-recife/'>Prefeitura do Recife</a>, <a href='http://direitosurbanos.wordpress.com/tag/transparencia/'>transparência</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/direitosurbanos.wordpress.com/2247/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/direitosurbanos.wordpress.com/2247/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=direitosurbanos.wordpress.com&#038;blog=34225317&#038;post=2247&#038;subd=direitosurbanos&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Governo de Pernambuco torna secretos estudos sobre os viadutos da Agamenon</title>
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		<pubDate>Wed, 08 May 2013 20:10:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Cisneiros</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Documentos]]></category>
		<category><![CDATA[estudo de impacto de vizinhança]]></category>
		<category><![CDATA[governo do estado]]></category>
		<category><![CDATA[lei de acesso à informação]]></category>
		<category><![CDATA[SECID]]></category>
		<category><![CDATA[Viadutos Agamenon]]></category>

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		<description><![CDATA[A Secretaria das Cidades do Governo do Estado de Pernambuco nega acesso aos estudos de impacto sobre os viadutos da Agamenon, prontos desde janeiro, sob a justificativa de possível uso político deles, confrontando, assim, o princípio da publicidade na administração pública, a Constituição Federal e o Estatuto das Cidades. <a href="http://direitosurbanos.wordpress.com/2013/05/08/governo-de-pernambuco-torna-secretos-estudos-sobre-os-viadutos-da-agamenon/">Continue a leitura <span class="meta-nav">&#187;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=direitosurbanos.wordpress.com&#038;blog=34225317&#038;post=2208&#038;subd=direitosurbanos&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size:17px;line-height:1.5;"><em>A Secretaria das Cidades do Governo do Estado de Pernambuco nega acesso aos estudos de impacto sobre os viadutos da Agamenon, prontos desde janeiro, sob a justificativa de possível uso político deles, confrontando, assim, o princípio da publicidade na administração pública, a Constituição Federal e o Estatuto das Cidades</em>.</span></p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</p>
<p>Entre janeiro e fevereiro desse ano, o tema dos viadutos da Agamenon, que havia hibernado durante a campanha municipal, voltou à tona com a declaração do Secretário das Cidades, Danilo Cabral, sobre a conclusão dos estudos de impacto solicitados Ministério Público estadual. Em <a href="http://blogs.diariodepernambuco.com.br/mobilidadeurbana/2013/02/viadutos-da-agamenon-tem-decisao-em-marco/" target="_blank">uma reportagem do Diário de Pernambuco do começo de fevereiro</a>, os estudos de impacto de vizinhança e técnico ambiental são dados como já prontos, entregues à SECID e analisados, com a conclusão, segundo o secretário, de que não havia &#8221;nenhum fator de impedimento para a construção dos viadutos na Agamenon Magalhães&#8221;. Estranhando a falta de publicidade desses estudos, que é obrigatória por lei, entrei em 21 de fevereiro, com um pedido de acesso à informação, baseado na lei federal 12527/12, solicitando a divulgação dos seguintes documentos e informações:</p>
<p><em>1. Relatório do Estudos de Circulação para elaboração do projeto básico dos viadutos da Agamenon Magalhães</em><br />
<em>2. Simulação de Tráfego para a elaboração do projeto básico dos viadutos da Agamenon Magalhães</em><br />
<em>3. Localização das estações de BRT do Corredor Norte-Sul</em><br />
<em>4. Estudo técnico ambiental para implementação dos Viadutos da Agamenon Magalhães</em><br />
<em>5. Estudo de Impacto de Vizinhança para implementação dos Viadutos da Agamenon Magalhães</em></p>
<p>O pedido foi ignorado além do prazo previsto para resposta e após vários recursos, recebi em 10 de abril o seguinte email da assessoria de imprensa da Secretaria das Cidades: “ <em>Prezado Senhor Leonardo, A Secretaria das Cidades já encomendou todos os estudos listados por este cidadão. Os resultados serão apresentados até a 1º quinzena de Abril. | </em><em>Após a entrega desses relatórios, o Governo do Estado em conjunto com a Prefeitura do Recife divulgará, oficialmente, sua posição sobre a construção ou não dos viadutos da Agamenon.</em>“ Uma resposta flagrantemente falsa, visto que o próprio secretário já tinha dado declarações à imprensa dois meses antes sobre os estudos que esse email diz que ainda vão ser entregues. E pior ainda: falsa porque ela foi enviada uma semana depois da decisão do governo de &#8220;adiar&#8221; a construção dos viadutos, mas dizendo que essa decisão ainda iria ocorrer!</p>
<p>Enviei novo recurso, agora ao Comitê de Acesso à Informação, e depois de mais uma protelação, recebi a resposta final da Secretaria das Cidades, <strong>negando acesso aos estudos de impacto, sob a incrível justificativa de que eles poderiam ser usados politicamente por pessoas &#8220;oportunistas&#8221; e &#8220;sem interesse não ser a sua própria promoção em detrimento ao bem estar e desenvolvimento social&#8221;</strong>.  O documento completo está no final do post, mas cabe destacar todo o trecho da resposta em que essa justificativa aparece [com grifos meus]:</p>
<p style="padding-left:60px;">&#8220;<em>Porém, mesmo com todo o respaldo o Governo do Estado decidiu por, momentaneamente, não dar prosseguimento na execução do projeto, uma vez que várias obras de grande porte, como por exemplo, a implantação dos corredores Norte/Sul, Leste/Oeste, estão sendo executadas na cidade do Recife e em sua Região Metropolitana, a edificação dos 04 viadutos de uma só vez – o projeto reza pela construção numa mesma empreitada &#8211; não seria recomendado e viável até as suas finalizações.</em></p>
<p style="padding-left:60px;"><em><b><b> </b></b>Levando em consideração toda a situação fática apresentada, e entendendo que o Artigo 11, III, da Lei Estadual nº 14.804, de 29/10/2012, ao fixar que são imprescindíveis à <span style="background-color:yellow;">segurança da sociedade ou do Estado</span>, e, portanto, passíveis de classificação, as informações cuja divulgação ou acesso irrestrito possam prejudicar ou causar risco a instalações ou <span style="background-color:yellow;">áreas de interesse estratégico estadual</span> &#8211; Mobilidade Urbana seria esta área no Governo do Estado -, assim como o Artigo 3º, § 2º, V, do Decreto Estadual nº 38.787, de 30/10/2012, proíbe o acesso de informações cuja divulgação prejudicaria ou tenderia a prejudicar a regular atuação de agentes públicos – no presente caso a Secretaria das Cidades na retomada da execução do Projeto quando oportuno – somos pelo fornecimento das informações relativas às solicitações dos itens 1,2 e 3 feitas pelo então Demandante Leonardo Antônio Cisneiro Arrais, até por ser intenção desta SECID disponibilizá-las publicamente, ficando sem atender os itens 4 e 5, pelas razões acima expostas.</em></p>
<p style="padding-left:60px;"><em><b></b>Ressaltamos que nossa intenção foi de evitar que <strong>o Estudo de Impacto de Vizinhança venha a se tornar “massa de manobra”, uma vez que a utilização de alguns de seus trechos de forma isolada e fora de todo o contexto do extenso relatório podem ser divulgados e publicados ao grande público sem qualquer espécie de critério, <span style="background-color:yellow;">principalmente por oportunistas e pessoas sem outro interesse a não ser a sua própria promoção em detrimento ao bem estar e desenvolvimento social</span></strong>, ocasionando danos irreparáveis a este e tantos outros projetos e ações que foram, estão e serão desenvolvidas pelo Governo do Estado de Pernambuco</em>.&#8221;</p>
<p>Normas citadas:</p>
<p>Lei Estadual de Acesso à Informação &#8211; <a href="http://www.scribd.com/doc/140205810/Lei-14-804-12-LAI" target="_blank">lei 14804/12<br />
</a>Decreto de regulamentação &#8211; <a href="http://www.scribd.com/doc/140211144/Decreto-38-787-12-Regulamenta-LAI" target="_blank">decreto nº 38787/12</a></p>
<p>Essa resposta é absurda, abusiva, inadmissível e ilegal:</p>
<ol>
<li>O segredo, mais do que a publicidade, é que pode ser usado como arma política. E a publicidade é um princípio fundamental da administração pública, condição do seu controle social. O que a resposta do governo chama de &#8220;manobra&#8221;, a Constituição chama de controle da administração pública. Além disso, usar um mecanismo que permite o sigilo de informações que podem comprometer <strong>a segurança <span style="text-decoration:underline;">do Estado</span></strong> com bases em um possível uso político da informação é <strong>confundir Estado com governo, o interesse público da sociedade com o interesse que detém o poder no momento</strong>. É uma confusão extremamente grave. O interesse público, que, inclusive, fundamenta o imperativo constitucional da publicidade, está acima do interesse de partidos, mas é defendido também na disputa partidária democrática que faz com que um partido, ainda que por interesses eleitorais, promova a fiscalização do outro. Isso é perfeitamente legítimo, faz intencionalmente parte do desenho institucional de uma democracia representativa, e é uma das principais formas de controle da atuação do Estado. Se os estudos de impacto não resistiriam a um escrutínio público por parte de partidos adversários do partido do atual do governo, isso, mais do que qualquer outra coisa, revela algo sobre os estudos ou sobre o projeto. A motivação do pedido da informação foi realmente conhecer, fora do filtro obviamente enviesado do Secretário das Cidades em suas declarações públicas, os resultados em toda a sua inteireza e, o mais importante, <strong>analisar a própria confiabilidade e correção dos estudos</strong>, já que as conclusões tornadas públicas podem ter se baseado em uma metodologia falha. A possibilidade de impugnação dos estudos de impacto é admitida na legislação brasileira, mas ela desaparece se os estudos são secretos. Assim, existem vários motivos para se ter interesse em um estudo de impacto, não só o interesse político. Mas o fundamental é que, <strong>mesmo que o interesse fosse político, se a informação é utilizável politicamente como crítica, é porque ela revela problemas, e, portanto, escondê-la já é uma manobra política</strong>. A resposta do governo se torna assim uma confissão de que tem algo errado nesses estudos e que isso pode ter consequências políticas, mais do que uma justificativa.</li>
<li>Mas mais fundamental do que isso é que a lei estadual não pode se sobrepor à lei federal, ainda mais na restrição de direitos que têm fundamento constitucional, como o acesso à informação. A lei federal 12527/12 diz, em seu art.10, §3º, que &#8220;são vedadas quaisquer exigências relativas aos motivos determinantes da solicitação de informações de interesse público&#8221;, enquanto que a lei estadual é omissa quanto a esse cuidado e abre espaço para o tipo de justificativa apresentada. Além disso, o decreto de regulamentação, em seu artigo 3º, §2º, define hipóteses de proibição de forma vaga e que permitem restringir o direito de acesso à informação para além do razoável e do garantido pela legislação federal, tais como as de pedido sobre &#8220;<em>IV – informações cuja divulgação prejudicaria ou tenderia a prejudicar os interesses econômicos e ﬁnanceiros do Estado</em>&#8220;, <em>&#8220;V – informações cuja divulgação prejudicaria ou tenderia a prejudicar a regular atuação de agentes públicos</em>&#8220;, &#8220;<em>VI – informações privilegiadas do ponto de vista jurídico e econômico, cuja divulgação beneﬁciaria ou tenderia a beneﬁciar aquele que a detiver</em>&#8221; ou &#8220;<em>VII – informações comerciais sigilosas cuja divulgação prejudicaria ou tenderia a prejudicar os legítimos interesses de quem as detém</em>&#8220;.<strong> Essas hipóteses são obviamente abusivas na medida em que minam o papel de controle social do acesso à informação. Imaginem pedir informações sobre algum contrato de concessão, ou sobre atividades do Porto de Suape, ou sobre os incentivos fiscais dados à fábrica da FIAT, ou sobre os acordos com a FIFA. Conhecimento sobre tudo isso é de óbvio e cristalino interesse público, mas poderia ter a publicidade negada com base nesse decreto. De certa forma, o acesso à informação sobre praticamente todo projeto de relevância do governo do estado poderia ser negado com base na justificativa do prejuízo ao interesse econômico ou financeiro do Estado</strong>. A regulamentação praticamente a lei.</li>
<li>Mas há uma tentativa pior de sobreposição da norma estadual à norma federal nesse caso específico. Tratam-se de estudos de impacto, de vizinhança e ambiental. A publicidade dos estudos de impacto faz parte da sua própria razão de ser como, dentre outras coisas, um instrumento para o controle da administração pública. Quando o próprio poder público é proponente de um projeto e se encontra submetido à exigência de um estudo de impacto, isso é porque está claro que ele não dispõe de plena liberdade para fazer a obra que quiser, do jeito que quiser, mas essa sua liberdade (discricionariedade, na terminologia técnica) está limitada por uma avaliação objetiva e independente de todo os custos e benefícios envolvidos no projeto. Portanto, <strong>é evidente que esses estudos, quando aplicados a obras públicas, são limitadores da liberdade do poder público e a decorrência lógica óbvia disso é que não pode caber exclusivamente ao poder público a análise desses estudos. A contradição é gritante: <span style="text-decoration:underline;">se alguém está sob controle de algo, mas tem pleno controle sob isso que o controla, não há controle algum</span></strong>. Mal comparando, se você está algemado, mas tem a chave da algema, então a algema não te prende, é só um adereço. Em um caso desses não há discricionariedade, mas pura arbitrariedade.</li>
<li>Por essa razão, <span style="text-decoration:underline;"><strong>os estudos de impacto estão dentre os documentos que mais precisam de publicidade e controle por parte da sociedade</strong></span>. Tanto é que a Constituição, ao tratar do Estudo de Impacto Ambiental em seu art.225, §1º, IV, diz que a ele &#8220;se dará publicidade&#8221;, incondicionalmente, sem restrição de motivo ou interesses envolvidos na obra. E o Estudo de Impacto de Vizinhança, ainda que não previsto na Constituição, está previsto em uma Lei Complementar, o Estatuto da Cidade, na qual a mesma regra da publicidade automática é prevista no artigo 37, § único. Se a lei estadual permite a negação de publicidade de um estudo de impacto, ela é inconstitucional. Quanto à decisão da Secretaria das Cidades, é nula de pleno direito, e quem a tomou (<strong>sem assinar!</strong>) está namorando um enquadramento por improbidade administrativa ao descumprir expressa determinação legal e, em particular, a lei federal de acesso à informação, que diz em seu art.32, inciso I, <strong><strong>ser conduta ilícita &#8220;<em>que ensejam responsabilidade do agente público ou militar: I &#8211; recusar-se a fornecer informação requerida nos termos desta Lei, retardar deliberadamente o seu fornecimento ou fornecê-la intencionalmente de forma incorreta, incompleta ou imprecisa</em>&#8220;.</strong></strong></li>
<li>Há outras flagrantes ilegalidades nessa resposta, como não ter ninguém que assine o documento e possa ser responsabilizado ou não haver indicação, como exigem a lei federal e a a estadual nos casos de não autorização de acesso à informação, &#8220;sobre a possibilidade de recurso, prazos e condições para sua interposição&#8221; e &#8220;a autoridade competente para sua apreciação&#8221; (art. 11, §4º). Além disso, a lei federal diz que só pode ser negado acesso a informação classificada como sigilosa e, para isso, teria que haver informação sobre que autoridade classificou a informação como sigilosa, por qual prazo etc. mas isso não consta do documento. Na verdade, o decreto parece estabelecer a possibilidade de negativa de acesso à informação sem classificação da informação como sigilosa e isso amplia os poderes do governo do estado em relação ao que é previsto na lei federal. Nova inconstitucionalidade.</li>
<li>Apesar de toda a disposição para a escuta da sociedade apresentada pelo governo no recuo em relaçaõ aos viadutos, como ele, ao invés de cancelar definitivamente a obra, optou pela desculpa de um &#8220;adiamento&#8221;, é preciso garantias sobre o futuro da cidade. Continua sendo necessária a publicação dos estudos e o conhecimento pela sociedade de tudo o que ela envolvia. Se o governo quiser continuar merecedor de todas as loas pela sua disposição de diálogo com a sociedade civil, elogios que eu mesmo fiz, não pode cometer o absurdo de negar publicidade justamente aos instrumentos mais elementares de transparência no direito ambiental e urbanístico.</li>
<li>Por fim, esse caso mostra porque é preciso ficar atento <a href="http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/noticias/2013/05/08/pedidos_de_informacao_a_pcr_agora_tem_restricao_150948.php" target="_blank">à aprovação justamente hoje, pela Câmara dos Vereadores</a>, de uma <a href="http://sapl.recife.pe.leg.br/consultas/materia/materia_mostrar_proc?cod_materia=31419" target="_blank">lei municipal que regulamenta o acesso à informação</a>. A lei é praticamente um recortar e colar da lei federal e disso resulta seu ponto mais questionável: a possibilidade de se determinar o sigilo de documentos municipais por até 25 anos, que é o mesmo prazo máximo previsto para o maior segredo estratégico possível a nível federal, inclusive informações militares e até, daqui a pouco tempo, informações sobre o programa nuclear brasileiro, extinto por Collor. Mas é absurdo que uma prefeitura detenha informações com igual grau de sigilo e, mais ainda, que uma autoridade legitimada por bem menos votos que um presidente da República detenha tanto poder de limitar o direito constitucional à informação que o chefe máximo do país. De resto, porém, ainda não é possível dizer que essa lei contenha em si uma blindagem da Prefeitura aos pedidos de acesso à informação, uma censura, porque isso depende da prática da administração, que<a href="http://direitosurbanos.wordpress.com/category/pedido-de-informacao/" target="_blank"> tem sido mais ou menos satisfatória até agora</a>, e, o mais importante, da regulamentação por decreto, que ainda está por vir. Devemos ficar atentos, portanto.</li>
</ol>
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		<title>Promotoria de Urbanismo abre inquérito civil sobre a Ilha do Zeca</title>
		<link>http://direitosurbanos.wordpress.com/2013/05/04/promotoria-de-urbanismo-abre-inquerito-civil-sobre-a-ilha-do-zeca/</link>
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		<pubDate>Sat, 04 May 2013 23:35:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Cisneiros</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Documentos]]></category>
		<category><![CDATA[Ilha do Zeca]]></category>
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		<category><![CDATA[ZEPA]]></category>

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		<description><![CDATA[Promotora Selma Carneiro, da 5ª PROMOTORIA DE JUSTIÇA DE DEFESA DA CIDADANIA DA CAPITAL – HABITAÇÃO E URBANISMO, abre inquérito civil para investigar a liberação de construções na Ilha do Zeca <a href="http://direitosurbanos.wordpress.com/2013/05/04/promotoria-de-urbanismo-abre-inquerito-civil-sobre-a-ilha-do-zeca/">Continue a leitura <span class="meta-nav">&#187;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=direitosurbanos.wordpress.com&#038;blog=34225317&#038;post=2187&#038;subd=direitosurbanos&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>5ª PROMOTORIA DE JUSTIÇA DE DEFESA DA CIDADANIA DA CAPITAL – HABITAÇÃO E URBANISMO<br />
PORTARIA Nº 002 /2013<br />
O MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE PERNAMBUCO, por sua representante que esta subscreve, com exercício na 35ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania da Capital, com atuação em Habitação e Urbanismo, no uso das atribuições que lhe<br />
são conferidas pelo art. 129, III, da Constituição Federal, e pelo art. 8º, § 1º, da Lei nº 7.347/85, e art. 26, I, c/c o art. 27, parágrafo único, ambos da Lei nº 8.625/93, e:<br />
CONSIDERANDO o Ofício Cir. nº 003/2013, encaminhado a esta Promotoria, oriundo da Procuradoria Geral do Ministério Público, em vista de notícias veiculadas em jornais de grande circulação e redes sociais sobre a existência de ocupações irregulares na denominada “Ilha do Zeca”;</p>
<p><span id="more-2187"></span><br />
CONSIDERANDO ser a referida área uma reserva ambiental e área estuarina do Rio Capibaribe, criada pela Lei nº 16.716/96, da qual a “Ilha do Zeca” é parte integrante, localizada entre o bairro de Afogados e Ilha Joana Bezerra, no Coque, existindo hoje no local uma comunidade denominada Caranguejo/Tabaiares, considerada ZEIS (Zona Especial de Interesse Social) e Unidade de Conservação da Natureza (ZEPA-2 Ilha do Zeca) e conforme a Lei nº 17.511/2008 – Plano Diretor do Município do Recife e Decreto Municipal nº 23.825 de 23/07/2008, que regulamenta a Lei Municipal nº 16.869/2003, que considera em seu art. 4º. que “todo e qualquer empreendimento de<br />
construção civil a ser realizado no local (Ilha do Zeca) será considerado empreendimento de impacto ambiental”;<br />
CONSIDERANDO o direito que todo cidadão tem a que os bens públicos de uso comum do povo sejam efetivamente públicos, isto é, de todos e para todos, evitando-se a apropriação privada por particulares;<br />
CONSIDERANDO ser atribuição do Município o ordenamento do solo urbano, de forma a garantir o bem estar de seus habitantes, nos termos do art. 182 da Constituição Federal;<br />
CONSIDERANDO a existência de um Inquérito Civil aberto junto a 13ª. Promotoria do Meio Ambiente da Capital, que investiga notícias de desmatamento na área, tendo expedido a Recomendação nº 001/2012, para que o Município do Recife e as Secretarias de Meio Ambiente e Controle e Desenvolvimento e Obras “se abstenham de licenciar e coíbam quaisquer invasões ou supressão de área verde para realização de intervenções ou obras, sobretudo construções, calçamentos, pavimentações, bem como todo tipo de empreendimento que conﬁ gure assentamento deﬁnitivo ou provisório, principalmente a de se ediﬁcar no local”;<br />
CONSIDERANDO ainda a necessidade de identiﬁcar-se toda a área acima referida e possíveis ocupações irregulares, bem como sua relação e identidade com o “Sítio Mocambos” e a LN Construções Ltda;<br />
CONSIDERANDO ainda as restrições quanto a possibilidade de se edficar em APP constantes na Lei Federal n. 4.771/65 (Código Florestal); Lei Estadual nº 11.206/95 (aplicável no âmbito do Estado de Pernambuco); Lei Municipal nº 16.930/2003 (aplicável no âmbito do Município de Pernambuco); art. 225, caput e parágrafo 1º, inciso III da Constituição Federal; a proteção legalmente garantida à preservação dos atributos naturais da “Ilha do Zeca”, assegurada pelas Leis Municipais nº 17.511/2008 e nº 16.869/2003; Parecer GLADIRMAN nº 075/2012-AMQ; Parecer Técnico SEMAM nº 005/2012/DPA/GGA; Recomendação Ministerial nº 001/2012, contrários a quaisquer ediﬁcações nos locais considerados de APP-Área de Preservação Permanente na “Ilha do Zeca” e a impossibilidade técnica legal de aprovação de projetos arquitetônicos nesse sentido;</p>
<p>CONSIDERANDO ser atribuição do Ministério Público a tutela dos interesses difusos e coletivos e individuais homogêneos relativos às funções urbanísticas e de habitação;<br />
INSTAURA o presente INQUÉRITO CIVIL PÚBLICO para investigar os fatos relatados no âmbito de suas atribuições, com a ﬁnalidade de apurar as responsabilidades para adoção das medidas legais cabíveis;<br />
RESOLVE, assim, promover as diligências necessárias para posterior promoção de compromisso de ajustamento de conduta, ação civil pública ou arquivamento das peças de informação, nos termos da lei, determinando as seguintes providências:<br />
I – autue-se o Ofício nº 003/2013 – PGJ e seus anexos, registrando-se em seguida a presente portaria no sistema de gestão de autos Arquimedes, nos termos do art. 7º, da RESOLUÇÃO RES-CSMP Nº 001/2012;<br />
II – Anexe-se o PP nº 55/2012 desta 35ª. Promotoria ao presente Inquérito Civil, bem como, oﬁcie-se a 13ª. Promotoria de Justiça em Defesa do Meio Ambiente com o ﬁm de veriﬁcar a possibilidade de atuação em conjunto e remessa a esta Promotoria de cópia do IC já instaurado, referente a “Ilha do Zeca”;</p>
<p>III – oﬁcie-se ao Cartório de Registro de Imóvel da 4ª. da Capital para que remeta a esta Promotoria Certidão Vintenária sobre o imóvel em questão;</p>
<p>IV– oﬁcie-se à Secretaria de Saneamento do Município, com cópia da notícia de fato e da presente Portaria, com o ﬁm de realizar vistoria em toda área, relatando sobre possíveis construções irregulares detectadas e providências adotadas no âmbito das suas atribuições;</p>
<p>V – encaminhe-se a presente Portaria, por meio magnético, à Secretaria Geral do Ministério Público para publicação no Diário Oﬁcial e comunicação ao Conselho Superior e à Corregedoria Geral do Ministério Público.</p>
<p>VI &#8211; Designo a servidora MICHELE CRISTINA DE ARAÚJO BASTOS, técnica ministerial, matrícula nº 188.881-1, como secretária escrevente, nos termos do art. 8º, § 3º, da RES-CSMP nº 002/08, publicada no Diário Oﬁcial do Estado de 27 de setembro do ano de 2008.<br />
Autue-se, registre-se, intime-se</p>
<p>Recife, 29 de abril de 2013.</p>
<p>Selma Carneiro Barreto Da Silva<br />
35ª Promotora de Justiça de Defesa da Cidadania-Habitação e Urbanismo<br />
Em exercício cumulativo</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<p>Leia mais sobre o caso no<a title="Breve relato da audiência sobre a Ilha do Zeca" href="http://direitosurbanos.wordpress.com/2013/05/03/breve-relato-da-audiencia-sobre-a-ilha-do-zeca/" target="_blank"> resumo sobre a Audiência Pública realizada na Câmara dos Vereadores, dia 02 de maio de 2013</a></p>
<br />Filed under: <a href='http://direitosurbanos.wordpress.com/category/clipping/'>Clipping</a>, <a href='http://direitosurbanos.wordpress.com/category/documentos/'>Documentos</a> Tagged: <a href='http://direitosurbanos.wordpress.com/tag/ilha-do-zeca/'>Ilha do Zeca</a>, <a href='http://direitosurbanos.wordpress.com/tag/inquerito-civil/'>inquérito civil</a>, <a href='http://direitosurbanos.wordpress.com/tag/meio-ambiente/'>meio ambiente</a>, <a href='http://direitosurbanos.wordpress.com/tag/ministerio-publico/'>ministério público</a>, <a href='http://direitosurbanos.wordpress.com/tag/zepa/'>ZEPA</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/direitosurbanos.wordpress.com/2187/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/direitosurbanos.wordpress.com/2187/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=direitosurbanos.wordpress.com&#038;blog=34225317&#038;post=2187&#038;subd=direitosurbanos&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>O Polo Jurídico que não seguia as leis</title>
		<link>http://direitosurbanos.wordpress.com/2013/05/03/o-polo-juridico-que-nao-seguia-as-leis/</link>
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		<pubDate>Sat, 04 May 2013 02:16:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Cisneiros</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Coque]]></category>
		<category><![CDATA[estudo de impacto de vizinhança]]></category>
		<category><![CDATA[Operação Urbana]]></category>
		<category><![CDATA[participação popular]]></category>
		<category><![CDATA[Pólo Jurídico]]></category>

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		<description><![CDATA[O Polo Jurídico, no Coque, além de ser uma ameaça às comunidades estabelecidas no local e protegidas sob o regime de ZEIS, foi aprovado por uma lei repleta de irregularidades insanáveis e que comprometem valores constitucionais como a participação popular e a função social da cidade. No texto um retrato completo dos problemas do projeto.  <a href="http://direitosurbanos.wordpress.com/2013/05/03/o-polo-juridico-que-nao-seguia-as-leis/">Continue a leitura <span class="meta-nav">&#187;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=direitosurbanos.wordpress.com&#038;blog=34225317&#038;post=2167&#038;subd=direitosurbanos&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_2170" class="wp-caption alignnone" style="width: 760px"><a href="http://naosaiodaquiporque.tumblr.com/tagged/morocoque"><img class="size-large wp-image-2170" alt="Imagem do projeto &quot;Não saio daqui porque&quot;" src="http://direitosurbanos.files.wordpress.com/2013/05/coque2.jpg?w=750&#038;h=496" width="750" height="496" /></a><p class="wp-caption-text">Imagem do projeto &#8220;Não saio daqui porque&#8221;</p></div>
<p dir="ltr">Dentre os temas eleitos em uma <a href="https://www.facebook.com/groups/direitosurbanos/permalink/351022244995361/">enquete do final de 2012 no grupo Direitos Urbanos</a> como uma das principais ameaças sobre a cidade está o Polo Jurídico na Ilha de Joana Bezerra, junto à comunidade do Coque. O que chama a atenção do projeto como uma grande ameaça aos direitos urbanos é o quanto esse projeto avança sobre a comunidade do Coque e amplifica para um novo patamar a pressão especulativa que as ZEIS no caminho do interesse imobiliário têm sofrido. Segundo <a href="http://direitosurbanos.wordpress.com/2013/04/22/carta-aberta-ao-povo-do-recife-ponto-de-cultura-espaco-livre-do-coque/">carta aberta do Ponto de Cultura Espaço Livre do Coque</a>, divulgada aqui no blog, o projeto destrói áreas de lazer e outros espaços públicos da comunidade, ocupa áreas que deviam ser destinadas a obras de interesse da comunidade aprovadas no Orçamento Participativo e continua um ataque gradual à comunidade que vem desde, pelo menos, 1978, com a construção do Viaduto Capitão Temudo. Tudo isso conflita diretamente com a legislação de proteção da área, considerada de interesse social, legislação esta que, diga-se de passagem, foi pioneira no Brasil e serviu de modelo para a inclusão do instituto das ZEIS no Estatuto das Cidades. Segundo o artigo 4º da lei 16.113/95 que disciplina as ZEIS, os objetivos dessas áreas incluem, :</p>
<ul>
<li>
<p dir="ltr">IV &#8211; a preservação do meio ambiente natural e construído;</p>
</li>
<li>
<p dir="ltr">V &#8211; a implementação de infra-estrutura básica, serviços, equipamentos comunitários e habitação de acordo com as necessidades sócio-econômico-culturais dos moradores das ZEIS;</p>
</li>
<li>
<p dir="ltr">VI &#8211; inibir a especulação imobiliária em relação às áreas urbanas situadas nas ZEIS, evitando o processo de expulsão dos moradores;</p>
</li>
<li>
<p dir="ltr">VII &#8211; incentivar a participação comunitária no processo de urbanização e regularização fundiária das ZEIS;</p>
</li>
<li>
<p dir="ltr">VIII &#8211; respeitar a tipicidade e características das áreas quando das intervenções tendentes à urbanização e regularização fundiária.</p>
</li>
</ul>
<p dir="ltr">É bastante duvidoso que esses princípios tenham sido observados em um projeto que ocupa áreas às margens do rio Capibaribe, investe em grandes obras que não são voltadas para o benefício da comunidade, aumenta a pressão especulativa sobre a área ocupada por habitação e representa um evidente corte na tipicidade da ocupação, passando de uma área ocupada por casas para prédios com grande área construída.</p>
<div id="attachment_2173" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://naosaiodaquiporque.tumblr.com/tagged/morocoque"><img class="size-medium wp-image-2173" alt="Imagem do projeto &quot;Não saio daqui porque&quot; versão Coque. " src="http://direitosurbanos.files.wordpress.com/2013/05/coque3.jpg?w=300&#038;h=200" width="300" height="200" /></a><p class="wp-caption-text">Imagem do projeto &#8220;Não saio daqui porque&#8221; versão Coque.</p></div>
<p dir="ltr">Para piorar o que, na sua concepção, já estava ruim, a aprovação desse projeto foi feita de maneira completamente irregular.</p>
<p><b><b>Irregularidades da lei de 2010 </b></b></p>
<p dir="ltr">Em <a href="http://direitosurbanos.wordpress.com/2013/04/24/pedido-de-informacao-municipio-do-recife-semoc-201300002330280/">resposta a um pedido de informação</a>, a presidente do Instituto Pelópidas da Silveira, responsável pelo plano original da operação urbana, confirmou uma suspeita que as primeiras discussões sobre o projeto já traziam: “<em>Com relação às informações solicitadas, informamos que não foram realizadas audiências públicas nem Estudos de Impacto de Vizinhança da referida Operação Urbana</em>”. A falta de EIV afronta diretamente o Estatuto das Cidades (EC; lei 10257/01): “<em>Art. 33. Da lei específica que aprovar a operação urbana consorciada constará o plano de operação urbana consorciada, contendo, no mínimo: (&#8230;) V – estudo prévio de impacto de vizinhança;</em>” e Plano Diretor da Cidade do Recife (PDCR; lei 17511/08): “<em>Art. 170 Lei municipal específica delimitará as áreas para aplicação de operações urbanas consorciadas, devendo constar do plano da operação: (&#8230;) V &#8211; estudo prévio de impacto de vizinhança</em>;”.  Além da ilegalidade, a falta de um Estudo de Impacto de Vizinhança torna impossível uma adequada avaliação dos impactos do projeto sobre a comunidade e, portanto, a ponderação correta de custo x benefício que embasa a exigência das contrapartidas, parte obrigatória de uma operação urbana. E, no caso específico do Joana Bezerra, a falta dessa avaliação sistemática, independente e transparente dos efeitos do projeto sobre a região pode, dentre outras coisas, resultar no colapso final da mobilidade nessa região de passagem entre o Centro e a Zona Sul, já drasticamente piorado pelo Shopping RioMar, também feito sem EIV.</p>
<p><b><b> </b></b></p>
<div id="attachment_2174" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://direitosurbanos.files.wordpress.com/2013/05/poacutelojuriacutedicojbezerra2.jpg"><img class="size-medium wp-image-2174" alt="Plano de massas da Operação Urbana Polo Jurídico" src="http://direitosurbanos.files.wordpress.com/2013/05/poacutelojuriacutedicojbezerra2.jpg?w=300&#038;h=152" width="300" height="152" /></a><p class="wp-caption-text">Plano de massas da Operação Urbana Polo Jurídico</p></div>
<p dir="ltr">Além disso, a falta de qualquer audiência pública, atestada na resposta ao pedido de informação, choca-se com a diretriz da gestão democrática da cidade, expressa no inciso II do art 2º do EC, mas que tem raízes na Constituição Federal, além de desrespeitar o inciso XIII do mesmo artigo que coloca como diretriz da política urbana “<em>audiência do Poder Público municipal e da população interessada nos processos de implantação de empreendimentos ou atividades com efeitos potencialmente negativos sobre o meio ambiente natural ou construído, o conforto ou a segurança da população</em>”. O judiciário Brasil afora tem dado ganho de causa a ações civis públicas ou ações populares que contestam modificações na legislação urbanística realizadas sem a devida participação popular. O caso mais notório é o da Operação Urbana da <a href="http://raquelrolnik.wordpress.com/tag/nova-luz/">Nova Luz</a> em São Paulo, que, de tanto <a href="http://raquelrolnik.wordpress.com/2012/01/30/justica-suspende-aplicacao-da-concessao-urbanistica-na-area-do-projeto-nova-luz/">sofrer na Justiça</a>, acabou sendo cancelada pela Prefeitura de São Paulo. Essa situação se agrava com a falta de publicidade e transparência sobre o projeto, que no site da Prefeitura é apresentado somente na forma de <a href="http://www2.recife.pe.gov.br/projetos-e-acoes/projetos/polo-juridico/">alguns slides</a> contendo um plano de massas sem muitos detalhes e alguns índices gerais.</p>
<p><b><b> </b></b></p>
<h2>Pode ficar pior ainda</h2>
<p><b><b> </b></b></p>
<p dir="ltr">No final de 2012, o momento em que João da Costa resolveu que não podia deixar o cargo sem legar à cidade um rastro de destruição, ele resolveu juntar à “aprovação” do Novo Recife e ao decreto sobre a Ilha do Zeca uma modificação da lei que definia a OUC Joana Bezerra, o <a href="http://sapl.recife.pe.leg.br/consultas/materia/materia_mostrar_proc?cod_materia=29418">Projeto de Lei do Executivo 22/2012</a>. Dentre as diversas aberrações do PL, <a href="http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/noticias/2012/11/24/prefeito_altera_projeto_que_cria_polo_juridico_142112.php">a mais gritante e discutida na imprensa</a> foi a retirada das contrapartidas à comunidade definidas na lei original, que incluiam um parque público na beira do Capibaribe, um Centro Municipal de Educação Infantil, acesso ao TI Joana Bezerra, um Centro Ambiental, dentre outras coisas. A desculpa esfarrapada dada pelo Judiciário e acatada pela prefeitura foi que as contrapartidas não seriam devidas pois a atividade do Judiciário não é uma atividade com fins lucrativos. Mas isso é completamente irrelevante! Projetos residenciais em regime de condomínio também não tem destinação para uma atividade que gera lucros, mas a exploração comercial está na construção. As empreiteiras lucram com o Polo Jurídico tanto quanto lucrariam com um grande empreendimento residencial. Além disso, faz parte da definição mesma de uma operação urbana a idéia das contrapartidas.</p>
<div id="attachment_2176" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://direitosurbanos.files.wordpress.com/2013/05/imagem_juridico.jpg"><img class="size-medium wp-image-2176" alt="O Polo Jurídico avança sobre a ZEIS do Coque e agora o Judiciário quer retirar as contrapartidas para a comunidade" src="http://direitosurbanos.files.wordpress.com/2013/05/imagem_juridico.jpg?w=300&#038;h=233" width="300" height="233" /></a><p class="wp-caption-text">O Polo Jurídico avança sobre a ZEIS do Coque e agora o Judiciário quer retirar as contrapartidas para a comunidade</p></div>
<p dir="ltr">A operação urbana não é só um mecanismo para driblar restrições das leis urbanísticas, mas deve ter como objetivo também “melhorias sociais e a valorização ambiental” (art. 32, §1º, EC), tanto que a determinação das contrapartidas a serem exigidas daqueles que se beneficiam dos índices construtivos mais generosos é, segundo o Estatuto das Cidades, item obrigatório da lei que define a operação urbana (EC, 33, VI). E, já ultrapassando a linha da falta de respeito com a inteligência de todo cidadão recifense, o projeto não só retirava as contrapartidas obrigatórias como elevava os índices construtivos no local de 4,5 para 7, um índice bem maior, por exemplo, do que o utilizado no Novo Recife. Assim, se o projeto de lei não tivesse sido retirado de pauta pela nova gestão, essa modificação agravaria ainda mais as ilegalidades do projeto original. [<em>adição (04/05): Na verdade, parte desse ataque às contrapartidas já se tornou realidade através da <a href="http://www.legiscidade.com.br/lei/17714/" target="_blank">lei 17714, de 2011</a>, que retirou a exigência da contrapartida do parque à beira do rio Capibaribe para conceder licença às obras do Setor Jurídico. Essa lei, por razões mais fortes que as do caso da lei original de 2010, é completamente ilegal e inconstitucional e a licença concedida, nula</em>]</p>
<p><b><b> </b></b></p>
<p dir="ltr">Mas há um problema maior que o novo projeto tentava esconder e que é levantado pela <a href="http://direitosurbanos.wordpress.com/2013/04/24/pedido-de-informacao-municipio-do-recife-semoc-201300002330280/">resposta do ICPS ao pedido de informação</a> &#8211; “<em>Ressaltamos que, considerando o não início da mesma no prazo de 2 anos a contar da publicação da Lei que a instituiu em 2010, o então Executivo Municipal solicitou, no final de 2012, a sua republicação COM alterações substanciais de seu teor</em>.”. O projeto original, de 2010, estabelecia um prazo para a validade dos benefícios da Operação Urbana: 180 dias para a apresentação dos projetos e 18 meses para o início da obras. No entanto, dos vários prédios previstos inicialmente, somente o da Escola Superior da Magistratura foi iniciado, e, com isso, do jeito que as coisas estão no momento, o resto do projeto do Polo Jurídico estaria morto. Por isso, o novo PL revogava esses limites temporais e mais diversos outros possíveis controles administrativos da implementação do Pólo, como o escrutínio pela Procuradoria Jurídica do Município e a análise dos projetos pelo Instituto Pelópidas, responsável pelo planejamento urbano.</p>
<p><b><b> </b></b></p>
<p dir="ltr">O bicho, porém, não está completamente morto. Sem a revogação ou anulação da lei de 2010, ainda é possível uma jogada como a que João da Costa tentou no final de 2012. A parte final da mensagem em resposta ao Pedido de Informação deixa essa possibilidade no ar: “<em>Ressaltamos que, considerando o não início da mesma no prazo de 2 anos a contar da publicação da Lei que a instituiu em 2010, o então Executivo Municipal solicitou, no final de 2012, a sua republicação COM alterações substanciais de seu teor. O novo texto, porém, não foi apreciado pela Câmara Municipal antes do final da Legislatura anterior. Portanto, de modo a dar continuidade no assunto em consonância com a complexidade e a atenção que o tema requer, o Executivo Municipal está analisando algumas questões de forma e conteúdo do último texto proposto, devendo se posicionar sobre o assunto em momento oportuno.</em>” Ao mesmo tempo, tem aparecido na imprensa notícias de <a href="http://www.segov.pe.gov.br/?q=print/256">uma PPP para a construção dos prédios do Polo Jurídico</a>. Por isso o assunto ainda deve ser tratado como uma ameaça presente, sobretudo pela forma ilegal e pouco transparente e participativa como o projeto vem sendo conduzido.</p>
<p dir="ltr">Nem entrei aqui na discussão sobre se a idéia de um Pólo Jurídico, a concentração em um único lugar de todos os serviços ligados à prestação da Justiça, é uma boa idéia ou não para a cidade como um todo. Até que me provem o contrário, o pouco que conheço da literatura urbanística me permite concluir que <strong>não é uma boa idéia</strong> criar tamanha setorização na cidade, com tanta concentração de um só uso, enquanto que a receita clássica para criar lugares com vitalidade urbana é a mistura de usos. A mistura de usos promovida nesse projeto, do uso institucional no Setor Jurídico com o uso residencial na ZEIS é uma mistura de água e óleo, não une os mesmos usuários, e o resultado é que o movimento que o Setor Jurídico criará durante a semana desaparecerá no final de semana da mesma forma que acontece atualmente no Centro da Cidade. A idéia de um pólo qualquer coisa, enquanto pode ser benéfica do ponto de vista privado dos usuários daquele setor, para a cidade apenas reproduz um dos grandes erros de Brasília, perdendo a chance de usar geradores de vitalidade tão fortes quanto os prédios do Judiciário para promover a revitalização de outras áreas da cidade. E, para completar o estrago urbanístico, o projeto ainda tira do já esvaziado bairro de Santo Antônio aquelas atividades que conseguem movimentar o seu comércio durante a semana, criando um problema urbano adicional e indo na contramão das idéias de revitalização do Centro do Recife. Mas, mesmo sem entrar em toda essa discussão, mesmo assumindo, para efeito de argumentação, que o projeto é benéfico para a cidade, ele não poderia ir adiante com todas as graves irregularidades que ferem justamente valores garantidos na Constituição, como a participação popular e a função social da cidade. Isso não é desenvolvimento. Fecho, assim, com a seguinte passagem, citada na <a href="http://direitosurbanos.files.wordpress.com/2013/05/doc_5162286.pdf" target="_blank">sentença que concedeu liminar suspendendo o Projeto Nova Luz em SP</a> justamente com base na falta de participação popular:</p>
<p dir="ltr" style="padding-left:60px;">“<em>Um desenvolvimento urbano autêntico, sem aspas, não se confunde com uma simples expansão do tecido urbano e a crescente complexidade deste, na esteira do crescimento econômico e da modernização tecnológica. Ele não é, meramente, um aumento da área urbanizada, e nem mesmo, simplesmente, uma sofisticação ou modernização do espaço urbano, mas, antes e acima de tudo, um desenvolvimento sócio-espacial na e da cidade: vale dizer, a conquista de melhor qualidade de vida para um número crescente de pessoas e de cada vez mais justiça social. Se uma cidade produz mais e mais riqueza, mas as disparidades econômicas no seio de sua população aumentam; se a riqueza assim produzida e o crescimento da cidade se fazem às custas da destruição de ecossistemas inteiros e do patrimônio histórico-arquitetônico; se a conta de modernização vem sob a forma de níveis cada vez menos toleráveis de poluição, de estresse, de congestionamentos; se um número crescente de pessoas possui televisão em casa, para assistir a programas e filmes de qualidade duvidosa e que, muitas vezes, servem de inspiração para atos de violência urbana, violência urbana essa que prospera de modo alarmante; se é assim, falar de desenvolvimento é ferir o bom senso. Pode-se, em um tal caso, falar de crescimento urbano, complexificação da cidade e até mesmo modernização do espaço urbano e dos padrões de consumo; mas seria um equívoco tomar isso por um processo de desenvolvimento urbano autêntico, valer dizer, por um processo de desenvolvimento sócio-espacial na e da cidade coerente e isento de grandes contradições</em>”.  Marcelo Lopes de Souza, in <strong>ABC do Desenvolvimento Urbano</strong>, Editora Bertrand Brasil, pp. 101/102</p>
<br />Filed under: <a href='http://direitosurbanos.wordpress.com/category/artigos/'>Artigos</a> Tagged: <a href='http://direitosurbanos.wordpress.com/tag/coque/'>Coque</a>, <a href='http://direitosurbanos.wordpress.com/tag/estudo-de-impacto-de-vizinhanca/'>estudo de impacto de vizinhança</a>, <a href='http://direitosurbanos.wordpress.com/tag/operacao-urbana/'>Operação Urbana</a>, <a href='http://direitosurbanos.wordpress.com/tag/participacao-popular/'>participação popular</a>, <a href='http://direitosurbanos.wordpress.com/tag/polo-juridico/'>Pólo Jurídico</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/direitosurbanos.wordpress.com/2167/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/direitosurbanos.wordpress.com/2167/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=direitosurbanos.wordpress.com&#038;blog=34225317&#038;post=2167&#038;subd=direitosurbanos&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">coque1</media:title>
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			<media:title type="html">LeoCisneiros</media:title>
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			<media:title type="html">Imagem do projeto &#34;Não saio daqui porque&#34;</media:title>
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			<media:title type="html">Imagem do projeto &#34;Não saio daqui porque&#34; versão Coque. </media:title>
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			<media:title type="html">Plano de massas da Operação Urbana Polo Jurídico</media:title>
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			<media:title type="html">O Polo Jurídico avança sobre a ZEIS do Coque e agora o Judiciário quer retirar as contrapartidas para a comunidade</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Breve relato da audiência sobre a Ilha do Zeca</title>
		<link>http://direitosurbanos.wordpress.com/2013/05/03/breve-relato-da-audiencia-sobre-a-ilha-do-zeca/</link>
		<comments>http://direitosurbanos.wordpress.com/2013/05/03/breve-relato-da-audiencia-sobre-a-ilha-do-zeca/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 03 May 2013 17:28:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Cisneiros</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ações e mobilização]]></category>
		<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Documentos]]></category>
		<category><![CDATA[audiência pública]]></category>
		<category><![CDATA[grilagem]]></category>
		<category><![CDATA[Ilha do Zeca]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[unidade de conservação]]></category>
		<category><![CDATA[ZEPA]]></category>

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		<description><![CDATA[Ontem, na Câmara dos Vereadores do Recife, a pedido do vereador Raul Jungmann, foi realizada audiência pública para discutir a situação da Ilha do Zeca, área entre a Ilha do Retiro e o Coque, ameaçada por dois decretos municipais recentes, que permitem a exploração imobiliária do local. (Apanhado de matérias do JC) A Ilha havia &#8230; <a href="http://direitosurbanos.wordpress.com/2013/05/03/breve-relato-da-audiencia-sobre-a-ilha-do-zeca/">Continue a leitura <span class="meta-nav">&#187;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=direitosurbanos.wordpress.com&#038;blog=34225317&#038;post=2147&#038;subd=direitosurbanos&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem, na Câmara dos Vereadores do Recife,<a href="http://sapl.recife.pe.leg.br/consultas/materia/materia_mostrar_proc?cod_materia=31858" target="_blank"> a pedido do vereador Raul Jungmann</a>, foi realizada audiência pública para discutir a situação da Ilha do Zeca, <a href="http://goo.gl/maps/Jyd5v" target="_blank">área entre a Ilha do Retiro e o Coque</a>, ameaçada por dois decretos municipais recentes, que permitem a exploração imobiliária do local. (<a href="http://jc3.uol.com.br/blogs/blogcma/canais/noticias/2013/05/01/em_defesa_da_ilha_do_zeca_150513.php" target="_blank">Apanhado de matérias do JC</a>) A Ilha havia sido transformada em uma ZEPA tipo 2 &#8211; Zona Especial de Preservação Ambiental &#8211; por uma lei de 2003, a <a href="http://www.legiscidade.com.br/lei/16869/" target="_blank">lei 16869</a>, zoneamento definido na <a href="http://www.legiscidade.com.br/lei/16176/?keyword=ZEPA#a9" target="_blank">Lei de Uso e Ocupação do Solo de 1996</a> como aplicável a &#8220;áreas públicas ou privadas com características excepcionais de matas, mangues, açudes e cursos d&#8217;água&#8221;. No entanto, dois decretos, o <a href="http://www.legiscidade.com.br/decreto/23825/" target="_blank">23825/08</a>, de João Paulo, e o <a href="http://www.legiscidade.com.br/decreto/26723/" target="_blank">26723/12</a>, de João da Costa, criam a permissão para a implementação em parte dessa área de quase 32 hectares de empreendimentos imobiliários com um gabarito que pode chegar a 28 andares.</p>
<p>A Audiência foi registrada em vídeo e em ata, que serão publicados em breve. Portanto, segue um relato resumido dos principais pontos:</p>
<h3>Fala de Maurício Laxe (Ecos Brasil. Ex-secretário da Prefeitura do Recife)</h3>
<p dir="ltr">Se a audiência tivesse se resumido à fala de Maurício Laxe, ela já teria sido suficiente para demonstrar a necessidade de revogação imediata dos decretos que permitem a exploração imobiliária da Ilha do Zeca.</p>
<ul>
<li>
<p dir="ltr">Fez uma apresentação contendo em primeiro lugar uma breve descrição das características físicas e sociais da Ilha do Zeca.</p>
</li>
<li>
<p dir="ltr">Em seguida, apresentou toda a contextualização legal em torno da criação da ZEPA da Ilha do Zeca, as implicações dessa condição e, em função disso, o porquê de a permissão de exploração imobiliária no local ser totalmente ilegal. Em resumo, a classificação da área como uma ZEPA tipo II e uma disposição explícita do art. 3º do decreto de 2012, tornam a Ilha uma <strong>Unidade de Conservação da Natureza</strong> (UCN), na categoria <strong>Área de Relevante Interesse Ecológico</strong> (ARIE), <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sistema_Nacional_de_Unidades_de_Conserva%C3%A7%C3%A3o_da_Natureza#Unidades_de_conserva.C3.A7.C3.A3o">o nível mais restrito das unidades que permitem um uso sustentável</a>. No entanto, a permissão para a construção na ilha, com previsão de mais de 14 torres de 28 andares e a chegada de uma população prevista em 4 mil habitantes, conflita diretamente com o status de UCN-ARIE: a <a href="http://www.mma.gov.br/port/conama/legislacao/CONAMA_RES_CONS_1989_012.pdf">Resolução 12/89 do CONAMA</a> diz que são proibidas nessas áreas usos que possam colocar em risco a conservação dos ecossistemas, a proteção especial a espécies raras e a harmonia da paisagem. Além disso, a classificação da área como UCN implica que qualquer uso deve ser supervisionado por um Comitê Gestor, o que é ignorado pelo decreto.</p>
</li>
<li>
<p dir="ltr">Além disso, o decreto contém outras irregularidades. Qualquer intervenção em uma unidade de conservação deveria ser precedida por um Estudo Prévio de Impacto Ambiental, como previsto, inclusive, pelo Código de Meio Ambiente do município, mas, como em quase tudo no Recife, essa exigência foi ignorada. (Da mesma forma foi ignorada, como quase tudo em Recife, a exigência de participação popular anterior à elaboração do decreto, como prevê o Estatuto das Cidades e toda a legislação ambiental). O decreto também é ilegal por invadir a competência do poder legislativo ao inovar em matéria de zoneamento urbano e parâmetros construtivos sem ser mediante uma nova lei. Na prática, segundo Maurício Laxe, o decreto modifica a Lei de Uso e Ocupação do Solo sem passar pelo processo legislativo.</p>
</li>
<li>Acrescente-se a isso suspeitas sobre detalhismo de certas regras de edificação e a maneira como o decreto parece ter sido feito sob medida para um projeto para a área não conhecido pelo público. Em primeiro lugar, o gabarito de 28 andares é injustificado e parece arbitrário. Mas, de forma mais importante, como fica claro em um mapa na apresentação do representante da Prefeitura, a área da Ilha em que o decreto permite a edificação “coincide” com a única área de terra firme atualmente (onde estão os campos de futebol usados pelas comunidades vizinhas). Nessa parte das suspeitas, ele também detalhou um esquema de triangulação através de ações judicias para a regularização de terras griladas, em que um terreno é apresentado como pagamento de uma dívida judicial e, com isso, se consegue o seu registro. &#8220;Coincidentemente&#8221;, essa seria a explicação apresentada mais adiante pelo representante dos supostos proprietários para o fato da escritura ter sido lavrada em São Paulo.</li>
<li>O que ele propõe como encaminhamento. <strong>Ao executivo</strong>: revogação dos decretos ou mesmo anulação, por reconhecimento de sua irregularidade. <strong>Ao legislativo</strong>: a instalação de uma CPI para investigar a situação das unidades de conservação no município do Recife, pois o caso da Ilha do Zeca seria somente a ponta do Iceberg. <strong>Ao Ministério Público</strong>: ação civil pública para anulação dos decretos caso a Prefeitura seja inerte e abertura de inquérito penal para apuração de possível grilagem na aquisição da área e de má-fé na elaboração do decreto.</li>
</ul>
<p><a href="http://direitosurbanos.files.wordpress.com/2013/05/ecos-brasil-ilha-do-zeca-maio-2013.ppt"><iframe src='http://www.slideshare.net/slideshow/embed_code/20478368' width='750' height='615'></iframe></a></p>
<h3>Fala de Romero Pereira, arquiteto, secretário executivo da secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Recife</h3>
<ul>
<li>
<p dir="ltr">Reconheceu a “falta de pernas” do poder público para fiscalizar todas as agressões ao meio ambiente. Disse que há a invasão tanto por parte das construtoras, quanto da população mais carente e nessa linha puxou uma das polêmicas do debate posterior: a necessidade de disciplinar a criação de camarão em viveiros da Ilha do Zeca.</p>
</li>
<li>
<p dir="ltr">Disse que a PCR está trabalhando na implementação do SMUC &#8211; Sistema Municipal de Unidades de Conservação. E também que não há plano de manejo para nenhuma unidade de conservação no Recife. Estão iniciando os planos de manejo da mata do Curado, do Engenho Uchoa e iniciando uma ideia de concurso de projeto para o Parque dos Manguezais (parque Josué de Castro).</p>
</li>
<li>
<p dir="ltr">Quanto à Ilha do Zeca, o secretário disse que os decretos serão objetos de análise pela atual gestão.</p>
</li>
</ul>
<p><span style="font-size:16px;line-height:1.5;"><iframe src='http://www.slideshare.net/slideshow/embed_code/20485676' width='750' height='615'></iframe></span></p>
<h3>Fala de Geraldo Margela, Promotor de meio-ambiente da capital</h3>
<p><b><b><br />
<i></i></b></b></p>
<ul>
<li>
<p dir="ltr">A área da Ilha do Zeca integra a área do estuário do rio Capibaribe e, portanto, seria bem público da União. Além disso, o rio Capibaribe é um rio estadual e, portanto, o disciplinamento da preservação ambiental na Ilha do Zeca deveria estar a cargo do Estado, não do Município.</p>
</li>
<li>
<p dir="ltr">A Secretaria do Patrimônio da União, em audiência no MPPE ocorrida há cerca de um ano e meio, declarou não ter conhecimento de nenhum proprietário da área.</p>
</li>
<li>
<p dir="ltr">Há um parecer da Secretaria de Meio Ambiente da época do decreto contrário à ocupação imobiliária da Ilha do Zeca.</p>
</li>
<li>Foram enviadas recomendações do MPPE e do MPF para o Município do Recife para que não fosse feita qualquer ocupação daquele território, exceto para lazer e usufruto das comunidades vizinhas. A recomendação do MPPE não teve resposta, mas a do MPF, com igual teor, foi acatada pela Prefeitura. No entanto, logo depois o ex-prefeito João da Costa emitiu o decreto permitindo a ocupação da área.</li>
</ul>
<h3>Fala de Luiz Fernando Moraes, da ASPAN</h3>
<p>Endossou a fala de Maurício Laxe e não acrescentou muita coisa a respeito do problema específico da Ilha do Zeca. Falou mais da importância da preservação do meio ambiente na cidade do Recife e dos manguezais. (poucas anotações dessa parte. Se tiver algo a acrescentar, informe nos comentários)</p>
<h3>Fala de Leonardo Cisneiros, Direitos Urbanos</h3>
<ul>
<li>
<p dir="ltr">O processo, como tudo o que se faz em Recife, foi claramente marcado por falta de participação popular, o que é mais grave visto que existem populações que tiram sua subsistência do local e que a ocupação da Ilha por um projeto imobiliário de grande porte aumentaria a pressão especulativa sobre a ZEIS do Coque.</p>
</li>
<li>
<p dir="ltr">O Código Muncipal de Meio Ambiente é claro quanto à necessidade de realizar EIA-RIMA para a ocupação de Unidades de Conservação, mas em Pernambuco o Poder Público raramente exige EIA-RIMA por iniciativa própria e só acata sua necessidade quando pressionado pelo Ministério Público.</p>
</li>
<li>A ilegalidade dos decretos ficou tão clara pela exposição de Maurício Laxe que se trata agora só de acompanhar e fiscalizar o processo de sua revogação. A tarefa grande que a questão da Ilha do Zeca traz é de investigar o resto do iceberg do qual a Ilha é a ponta, isto é, o estado das UCNs no Município do Recife e, mais além, de toda a conservação do meio ambiente, incluindo o processo de licenciamento ambiental.</li>
<li>Algo a ser investigado, por exemplo, é a publicação de um decreto bastante similar a esta da Ilha do Zeca, o <a style="font-size:16px;line-height:1.5;" href="http://www.legiscidade.com.br/decreto/26602/">decreto 26602</a>de Agosto de 2012, que trata da ZEPA do <a style="font-size:16px;line-height:1.5;" href="http://www2.uol.com.br/JC/_2002/0901/cd0901_6.htm">Parque das Capivaras</a><span style="font-size:16px;line-height:1.5;">, uma </span><a style="font-size:16px;line-height:1.5;" href="http://goo.gl/maps/J2TMM">área de 34 hectares entre Apipucos e a BR-101</a><span style="font-size:16px;line-height:1.5;">. Este decreto, da mesma maneira que o da Ilha do Zeca, divide a unidade de conservação em dois setores, permitindo a exploração econômica em um deles. Segundo o art. 13 do decreto , essa exploração econômica inclui desde “condomínios multifamiliares” até “empreendimentos hoteleiros de até 100 quartos” e “armazéns gerais e transportadoras de carga em geral”.</span></li>
</ul>
<h2>Debate</h2>
<ul>
<li>
<p dir="ltr">Iniciou-se com a fala do representante dos supostos proprietários da área, o arquiteto Fred Moreira Lima, enfatizando que a Ilha do Zeca tem dono &#8211; o Moinho Estrela, do Rio Grande do Sul -, que o IPTU vem sendo pago e que os proprietários acompanham com atenção a evolução da legislação urbanística, que já fez reduzir a área edificável de 500.000m², na década de 80, para 90.000m² hoje em dia. Falou também que o projeto inicial, da década de 80, para a Ilha era um shopping (!!).</p>
</li>
<li>Representantes das diversas comunidades próximas ao local, como Caranguejo Tabaiares, Coque e Brasilia Teimosa, estiveram presentes, dentre eles Rildo Fernandes, Matuto e Rodrigo do Ponto de Cultura do Coque,  Francisco Romeiro, representante dos pescadores do Pina, Dançarino, da comunidade de Caranguejo Tabaiares, e Fusquinha, dos Coelhos. Falaram da importância da preservação do mangue para todo o ecossistema do estuário do Capibaribe e para as atividades extrativistas que sustentam as comunidades. Vários criadores de camarão relataram histórias de décadas de dedicação à atividade e o repúdio a soluções imediatistas que levassem ao encerramento repentino das atividade da carcinicultura, criando um novo problema social. Maurício Laxe e Luiz Fernando Morais, da ASPAN, enfatizaram que o conceito de unidade de conservação não implicava na exclusão das populações tradicionais e que era possível procurar um uso sustentával da área. Foi também cobrada mais participação das comunidades nas discussões sobre a cidade e, sobretudo, um papel de maior destaque nas audiências, visto que nenhum representante delas foi convidado, antes da audiência, a integrar a mesa. O representante dos Coelhos, Fusquinha, já conhecido por defender o Projeto Novo Recife em outras audiências, defendeu mais espaço nas próximas audiências para os empreendedores apresentarem suas propostas.</li>
</ul>
<p>Bem, como não deu para anotar detalhadamente tudo e um relato mais detalhado demoraria, peço que o que for preciso acrescentar seja dito nos comentários.</p>
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	</item>
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		<title>Chamada de Projetos – A Copa do Mundo em  Meu Lugar</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Apr 2013 14:02:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Cisneiros</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Copa no meu Lugar é um iniciativa para apoiar até 15 comunidades que serão ou estão sendo afetadas pela infraestrutura da Copa do Mundo 2014 e Olimpíadas de 2016. Para concorrer, proponente deve contar uma ou mais história, em formatos como quadrinhos, vídeo, livro, blog e/ou matérias jornalísticas, sobre o seu lugar. Serão narrativas sobre os &#8230; <a href="http://direitosurbanos.wordpress.com/2013/04/29/2138/">Continue a leitura <span class="meta-nav">&#187;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=direitosurbanos.wordpress.com&#038;blog=34225317&#038;post=2138&#038;subd=direitosurbanos&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A Copa no meu Lugar é um iniciativa para apoiar até 15 comunidades que serão ou estão sendo afetadas pela infraestrutura da Copa do Mundo 2014 e Olimpíadas de 2016. Para concorrer, proponente deve contar uma ou mais história, em formatos como quadrinhos, vídeo, livro, blog e/ou matérias jornalísticas, sobre o seu lugar. Serão narrativas sobre os impactos gerados pela infraestrutura em função da realização da Copa em 2014 e das Olimpíadas em 2016, ressaltando os problemas causados ao meio ambiente e às pessoas, como a perda de espaços naturais e simbólicos, objetos e processos culturais históricos.</p>
<p>A Copa no Meu Lugar é uma iniciativa do Fundo Socioambiental Casa, um mecanismo de mobilização de apoio e construção de capacidades e iniciativas da sociedade civil na América do Sul. O CASA financia pequenos projetos de entidades socioambientais para ampliar sua capacidade de negociação, assim como seu fortalecimento institucional. (</span><a style="font-size:16px;line-height:1.5;" href="http://www.casa.org.br/">www.casa.org.br</a><span style="font-size:16px;line-height:1.5;">). </p>
<p>Cada projeto ou comunidade selecionado para narrar sua história receberá até R$ 10 mil. Até duas pessoas de cada comunidade ou projeto escolhido serão convidadas para participar de uma oficina de três dias em São Paulo, com transporte e estadia pagos, para conversar sobre como usar as diversas linguagens possíveis, como contar histórias, como descrever seus projetos. As inscrições devem ser feitas em <a href="http://direitosurbanos.files.wordpress.com/2013/04/formulario-casa_2013-final.doc" target="_blank"><strong>formulário específico</strong></a>, enviado até 15 de maio ao seguinte email: <a href="mailto:projetos@casa.org.br">projetos@casa.org.br</a>.</p>
<p dir="ltr">Em caso de dúvidas, escrever para: <a href="mailto:eumarianalacerda@gmail.com">eumarianalacerda@gmail.com</a> e <a href="mailto:patriciacornils@gmail.com">patriciacornils@gmail.com</a></p>
<p dir="ltr">Os critérios para seleção dos projetos são:</p>
<p dir="ltr">1. Histórias de comunidades que estejam sofrendo ou tenham sofrido impactos socioambientais decorrentes da implementação de infra-estrutura para a Copa do Mundo 2014;<br />
2. Organizações socioambientais de base comunitária;<br />
3. Organizações e redes trabalhando de forma colaborativa;<br />
4. Necessidades urgentes ou emergenciais;<br />
5. Projetos que produzam avanços na missão da organização das redes ou dos movimentos sociais e ambientais;<br />
6. Potencial para impacto estratégico;<br />
7. Orçamento anual máximo (da organização) de R$ 100.000,00;<br />
8. Comunidades que desejem registrar e transmitir à sociedade seus relatos de forma lúdica, por meio de vídeos, textos, fotografias e/ou desenhos.<br />
9.Disponibilidade para que um ou dois integrantes do grupo participem de uma oficina de três dias em São Paulo, em data a confirmar pela equipe do CASA.</p>
<br />Filed under: <a href='http://direitosurbanos.wordpress.com/category/acoes-e-mobilizacao/'>Ações e mobilização</a> Tagged: <a href='http://direitosurbanos.wordpress.com/tag/comunidades/'>comunidades</a>, <a href='http://direitosurbanos.wordpress.com/tag/copa-2014/'>Copa 2014</a>, <a href='http://direitosurbanos.wordpress.com/tag/copa-do-mundo/'>Copa do Mundo</a>, <a href='http://direitosurbanos.wordpress.com/tag/direito-a-moradia/'>direito à moradia</a>, <a href='http://direitosurbanos.wordpress.com/tag/remocoes-forcadas/'>remoções forçadas</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/direitosurbanos.wordpress.com/2138/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/direitosurbanos.wordpress.com/2138/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=direitosurbanos.wordpress.com&#038;blog=34225317&#038;post=2138&#038;subd=direitosurbanos&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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